Você sabe identificar se uma plataforma de acessibilidade é segura?
Listamos 5 itens importantes para verificar se uma plataforma de acessibilidade segue as normas e realmente oferece segurança aos usuários.
Exigir acessibilidade em condomínios, escolas, hospitais, entre outros estabelecimentos, é um direito da pessoa com mobilidade reduzida, como deficientes, idosos, gestantes e usuários com carrinho de bebê. As plataformas de acessibilidade oferecem praticidade e economia para construções que atendem as normas exigidas por lei, a ABNT NBR 9050. Mas além desta norma, há outra específica que rege a fabricação, instalação e uso das plataformas, a NBR ISO 9386-1:2013.
Para garantir total segurança na instalação e no manuseio do equipamento pelos usuários é fundamental conhecer alguns itens básicos. Entre vários requisitos, a Daiken Elevadores listou cinco principais exigências estabelecidas na NBR ISO 9386-1:2013 para ajudar na hora da aquisição de uma plataforma de acessibilidade. Confira:
➡ 1 – Verifique se as plataformas atendem desníveis de até 4 metros, ou seja, ultrapassando essa altura o equipamento está irregular. Para desníveis de até 2 metros (foto), a plataforma de acessibilidade não precisa estar enclausurada. Caso o desnível seja maior, é necessário estar fechada com a utilização de paredes;
➡ 2 – Observe se o acionamento da plataforma é feito por meio de um botão que necessite de pressão constante. Dessa forma, equipamentos com acionamento automático estão fora da norma. Verifique o funcionamento do botão dentro da cabina;
➡ 3 – Veja se as plataformas oferecem uso autônomo ao usuário. Para isso, o equipamento deve nivelar ao pavimento de acesso por meio de botões externos. Produtos com botões apenas internos se encontram irregulares;
➡ 4 – Confira se os equipamentos possuem portas fixas em cada pavimento ou sistemas de segurança para acesso ao equipamento. Isso garante a segurança do local com a movimentação somente com a plataforma de acessibilidade nivelada ao piso;
➡ 5 – Certifique-se que a plataforma possua um sistema de travamento das portas durante o movimento do equipamento.
Sem medo de elevador
Elevadores já foram os vilões da conta de energia elétrica do condomínio. Mas hoje, com as novas tecnologias, o equipamento representa muito menos desse gasto mensal. Também ficou mais rápido e seguro. Condomínios em Fortaleza devem atender aos cuidados e regras para boa conservação.
Manutenção constante
“Em 90% dos casos são os próprios fabricantes que fazem as manutenções e a garantia só é dada se elas estivem em dia”, explica o vice-presidente do Secovi, Wilson Braga. Ele concorda que as novas tecnologias deixaram os equipamentos mais econômicos e seguros. Lembra que a estatística aponta o elevador como o segundo meio de transporte mais seguro do mundo. O primeiro lugar é dos aviões.
O gerente da filial Ceará da área de negócios Elevator Technology da ThyssenKrupp para o Brasil, Eduardo Nobre, diz que, de uma forma geral, a maioria dos condomínios tem ciência das recomendações e regras e seguem o que é orientado pela empresa de manutenção. “Salvo exceções minoritárias como atos de vandalismo ou uso indevido”.
Neste ano, elevador ficou em evidência em Fortaleza por causa da Lei de Inspeção Predial nº 9.913, de 16 de julho de 2012. Antes dessa legislação o índice de fiscalização era baixo e em caráter educativo. “Todavia, desde 1º de agosto de 2017, a fiscalização passou a ter caráter punitivo”, afirma.
De acordo com a lei de inspeção predial, as edificações comerciais e residenciais, a partir de três pavimentos, devem passar por vistoria realizada por engenheiro. “Caso o local atenda a todas as exigências de segurança, certificado deve ser emitido pela Prefeitura”, diz Nobre. Entre os itens vistoriados, estão os elevadores.
Sobre os cuidados e regras que devem ser adotados para a boa conservação dos equipamentos, Nobre ressalta que para funcionamento pleno e conservação do elevador três quesitos precisam ser atendidos: manutenção preventiva para o funcionamento seguro; uso correto dos equipamentos, respeitando, a capacidade limite do equipamento, e substituição de peças.
Por Artumira Dutra – Jornal O Povo – Fortaleza/CE
Elevador sem cabos e que se movimenta em várias direções? O futuro chegou…
Um novo modelo de elevador pode estar presentes em novos prédios ao redor do mundo – e é algo que parece ter vindo de ficções científicas futurísticas. A empresa thyssenkrupp lançou a primeira unidade de um elevador chamado Multi, que opera sem cabos e é capaz de fazer viagens tanto na horizontal quanto na vertical.
A primeira unidade deste equipamento opera atualmente em uma torre de testes da empresa, construída em Rottweil, na Alemanha. A novidade, contudo, será empregada em um novo edifício da OVB Real Estate, uma empresa de negócios imobiliários na Europa e que terá um novo prédio em Berlim (Alemanha).
Uma grande diferença no Multi é que ele não oferece apenas uma cabine por eixo movendo-se para cima e para baixo, mas várias. Seria algo como um sistema de metrô dentro de um prédio.

Será assim que ficarão os prédios do futuro?
Esse novo elevador não utiliza cabos e conta com o apoio de um sistema de freio de vários níveis, dados e gerenciamento de energia nas cabines. A empresa ainda afirma que o Multi exige menos espaço do que os elevadores convencionais e pode aumentar a área útil do edifício em até 25%.
Outra melhoria do sistema é que ele requer uma potência de pico baixo, o que permitiria uma melhor gestão das necessidades energéticas do prédio em si. Isso, ainda de acordo com a companhia, pode reduzir os custos de investimento em infraestrutura para o fornecimento de energia.
As possibilidades que um elevador do tipo traz são realmente amplas, se tendo em conta o fim das limitações impostas por cabos. Será que o futuro será assim?

Elevadores poderão subir ou descer, mas também se movimentar para os lados